Assembleias virtuais ganham força

06 de agosto de 2018
Falta tempo, rotina exaustiva e até viagens interferem na participação dos moradores em assembleias presenciais de condomínios. Alguns prédios apostam em uma solução com a mesma validade legal, que pode contribuir até para tornar a administração mais transparente: as assembleias virtuais.

Segundo o diretor Celi Correa, a média de participação hoje em dia é muito baixa, de 10 a 15%. “As pessoas têm cada vez menos tempo para ir a reuniões”, observa.

Cabe à convenção do condomínio prever a realização deste tipo de assembleia, e definir quais assuntos podem ser deliberados. “Eu posso ter os dois tipos de assembleias e as duas com mesma validade. É importante estabelecer qual plataforma será utilizada, como e-mail, WhatsApp ou fórum on-line. Sendo ela virtual, é até uma segurança maior, já que tudo fica registrado no sistema”, diz o vice-presidente do Sindicato Patronal de Condomínios (Sipces), Gedaias Freire da Costa.

Para o diretor, elas funcionam como termômetro da opinião dos moradores sobre muitos assuntos, mas, quando se trata de gestão financeira, é melhor discussão presencial. “Um elevador quebrado, ou coisas para corrigir no jardim são passíveis de assembleia virtual. Mas situações que vão afetar na comunidade, como, por exemplo, um reajuste de condomínio, é mais interessante debater presencialmente”, pontua.
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